Fernando Rômbola

Enquanto procurava pelo tema da redação em uma enciclopédia, Fernando encontrou por acaso um texto que explicava que o céu azul é uma ilusão. Esse foi o primeiro impacto que o forçou a observar tudo que o cercava.

Os quadrinhos que ganhava da mãe todos os domingos, juntos aos filmes e séries de Ficção Científica assistidos na infância, contribuíram para fazer da sua imaginação a maior arma contra a Realidade.

Mais tarde, já um jovem leitor, viu que os livros de ficção poderiam ser lidos juntos com os de filosofia. E foi questão de tempo até Fernando querer entender a Realidade. Leu tudo que encontrava sobre o assunto até que aconteceu a detecção do Bóson de Higgs e das Ondas Gravitacionais. Essas descobertas inspiraram a querer saber do que a Realidade é feita, mas dessa vez na companhia dos mestres scifers.

E como a sci-fi não é sobre viagens no tempo, universos paralelos ou inteligências artificiais, mas, sim, sobre o ser humano e sua complexa existência, Fernando encontrou a grande aliada de todos que confrontam a Realidade, começando por hidrogênio vezes hidrogênio - o princípio de tudo que há no universo - e indo até as profundezas da humanidade.

Instagram: @fernando.rombola

Títulos do autor

Ester: Multiverso deveria ser o desfecho dos paradoxos de Ester, Sara e Alma, iniciados nessas três histórias publicadas antes. Não deu muito certo, porque eventos inesperados culminaram com o surgimento do improvável Ester Club: a união de quatro Esters contra um fenômeno que destrói e cria Realidades apenas para continuar existindo.

Essas Esters têm diferentes personalidades e características. A depressiva e a maluca, unidas com a amnésica e a megalomaníaca precisam enfrentar os seus traumas e as suas diferenças para serem aliadas em vez de inimigas. Fatos imprevisíveis envolvem Sara e Alma na loucura das Esters em conflito.

É possível anular um paradoxo com outro, se até mesmo a definição de paradoxo é incerta por conter vários sentidos?

Alma foi desenvolvida para descobrir a natureza da Realidade, mas o que encontrou além do Tempo e do Espaço também revelou a sua verdadeira origem. Ela precisa apenas de uma resposta para entender a sua própria existência, mas há horizontes que não devem ser ultrapassados. Algumas perguntas são mais devastadoras do que as respostas. A busca pela verdade coloca Alma entre paradoxos pessoais e temporais, morte e destruição. Tudo ao mesmo tempo, dentro e fora do seu íntimo. Alma sobreviverá a si mesma?

Sara foi excluída de sua própria mente. As certezas que tinha de ainda ser humana foram apagadas. Nada sobrevive ao poder tecnológico que governa sua natureza. Os mesmos algoritmos que distorcem sentimentos e memórias, fortalecem a certeza de que cumprir a missão é o seu único destino. Sara-humana é uma estranha pra si mesma, mas a Sara-máquina sabe o que é preciso fazer. É possível as duas Saras habitarem o mesmo corpo?

Ester é uma cientista que dedicou 120 dos 150 anos da sua vida à busca pela imortalidade. De uma hora para outra se vê sem trabalho e sem destino pelas ruas da grande São Paulo Verticalizada, paralisada pela certeza de enxergar um universo paralelo. Como podem duas realidades diferentes ocuparem o mesmo lugar no espaço e no tempo?